O mercado de capitais oferece uma oportunidade de financiamento às empresas, que pode ser uma alternativa ao tradicional recurso ao financiamento bancário de curto, médio e de longo prazo, o factoring, as contas correntes caucionadas, as letras, as livranças ou o leasing

Inserem-se nessa categoria a emissão de ações, de obrigações e de produtos híbridos – nomeadamente ações preferenciais, obrigações com warrants e obrigações convertíveis – que contêm uma parte de capital próprio e outra de dívida. 

Não é só no domínio dos instrumentos financeiros que o mercado de capitais oferece alternativas de financiamento. As sociedades de capital de risco exercem neste domínio um papel determinante ao promoverem com a sua entrada de capital, o desenvolvimento de projetos inovadores, de rápido crescimento e com elevada capacidade de criação de riqueza.

Nas decisões de financiamento, com instrumentos de crédito ou com a emissão de ações, deve ter-se em conta a estrutura de capital da empresa. 

A utilização de instrumentos de crédito, como exigem o pagamento de juros, diminuem os resultados de impostos e, por essa via, a empresa consegue obter uma poupança fiscal. No entanto, se o nível de endividamento for elevado os credores vão exigir uma remuneração mais elevada da dívida. 

O gestor tem de ponderar entre o benefício da poupança fiscal e os custos inerentes ao endividamento. Este problema é mitigado se a empresa conseguir gerar fundos para autofinanciar uma parte substancial do seu projeto, a forma mais barata de financiamento.